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Situação de Emergência: Atualização ciclone extratropical Região Sul

Devastação e emergência! A ciclogênese no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina causou estragos intensos, com alertas ainda ativos. Ventos de até 130 km/h e chuvas torrenciais resultaram em destruição, inundações e interrupção de energia. Atualização ciclone extratropical Região Sul.

Ciclone extratropical atinge o Rio Grande do Sul.
Ciclone extratropical em formação, fenômeno semelhante ocorre na Região Sul do Brasil.

Ciclogênese causa devastação no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, com alertas ainda ativos!


Precipitação abundante, queda de granizo severo e ventos fortes resultaram em destruição, inundações e interrupção do fornecimento de energia em ambos os estados, obrigando as cidades a declararem estado de emergência. Atualização ciclone extratropical Região Sul.


O ciclone extratropical tem causado danos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina desde quarta-feira (12) e a situação continuará piorando. As últimas atualizações indicam que as rajadas podem atingir até 130 km/h no leste da Região Sul e 80 km/h na região Sudeste.


Ainda há um grande risco de danos em edifícios, destelhamentos de residências, falta de energia elétrica, prejuízos em plantações, quedas de árvores, inundações e perturbações no transporte rodoviário. Atualização ciclone extratropical Região Sul.

Além dos ventos, acumulados intensos de chuva estão sendo registrados. Cidades como Joaçaba e Rio do Campo registraram mais de 100 mm apenas nesta quarta-feira (12). Na manhã desta quinta-feira (13), os alertas do INMET ainda estão em vigor para praticamente toda a região Sul.





Danos no Rio Grande do Sul

No final da quarta-feira, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul já contabilizava 14 municípios com danos significativos causados pelas tempestades, incluindo queda de granizo, inundações e alagamentos, além dos estragos causados pelos ventos fortes que atingiram o estado.


Vários prédios sofreram danos consideráveis e tiveram os telhados arrancados pelo vento forte, que também derrubou árvores e postes de luz em todo o estado gaúcho. Cerca de 200 mil pontos ficaram sem energia elétrica.


Rios transbordaram e causaram centenas de pontos de alagamento, inundando pontes, casas e comércios. O granizo violento danificou milhares de residências urbanas e rurais, incluindo as cidades de Joia, Sobradinho e Vera Cruz, que já decretaram estado de emergência.


Também foram registrados dezenas de deslizamentos em encostas de morros e vias de tráfego, causando danos em residências e interrompendo o transporte. Isso ocorre porque a sequência de eventos severos dos últimos dias deixou o solo de várias regiões extremamente úmido, o que favorece deslizamentos de terra e desmoronamentos.


Famílias em áreas de risco estão sendo realocadas para abrigos. O governo também está distribuindo lonas e adquirindo telhas para auxiliar os moradores que tiveram suas casas comprometidas pelas tempestades. As aulas em toda a rede estadual de ensino foram suspensas nesta quinta-feira (13), devido ao risco contínuo de mais chuvas.


Danos em Santa Catarina

Em Santa Catarina, a situação é semelhante. Os municípios do estado registraram acumulados de chuva maiores do que no Rio Grande do Sul, especialmente na região Oeste. O resultado foi um grande número de pontos de alagamento, deslizamentos de terra e quedas de barreiras.


Várias pessoas ficaram ilhadas devido às inundações e precisaram ser resgatadas pelos bombeiros. Outras ficaram desabrigadas devido a destelhamentos ou desmoronamentos e estão sendo levadas para abrigos. As aulas foram interrompidas em diversas cidades nesta quinta-feira (13).


Houve dezenas de quedas de árvores e postes de energia em todo o estado, e várias vias de acesso foram danificadas pela chuva, com destruição do asfalto e interrupção do tráfego. As comportas das barragens de Taió e Ituporanga foram fechadas devido ao alto volume de chuvas. Atualização ciclone extratropical Região Sul.


Em Aurora, no Vale do Itajaí, uma lagoa rompeu devido à intensidade da chuva. A correnteza arrastou árvores, pedras e entulho, causando danos a uma residência, um rancho e dois galinheiros locais. Na região litorânea, ainda há risco de ressacas fortes e ventos intensos.


A passagem do ciclone extratropical em Santa Catarina causou danos em várias cidades do estado entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13). Casas tiveram os telhados arrancados, árvores foram derrubadas e os moradores sofreram prejuízos. Não há informações sobre feridos.


Segundo a Defesa Civil, a chuva dará uma trégua nesta quinta-feira (13), mas os ventos fortes continuarão devido à atuação do ciclone. Também é esperada uma queda acentuada nas temperaturas.


Entre terça-feira (11) e a tarde de quarta-feira (12), a chuva que precedeu o ciclone e o início de sua formação já haviam causado danos em cidades do Oeste, da Serra, do Vale do Itajaí e do Norte do estado. Veja a seguir novos eventos relacionados ao clima.




Oeste de SC

Em Chapecó, uma árvore caiu em cima de um carro. O motorista não se feriu.


Além disso, outras árvores atingiram cabos de energia, ruas e casas entre a noite de quarta-feira e a madrugada de quinta-feira. A Defesa Civil também distribuiu lonas para os moradores cujas residências tiveram os telhados arrancados.


Uma família foi orientada a deixar a casa devido à possibilidade de danos, conforme a Defesa Civil.


Na SC-453, em Ibicaré, por volta das 18h30 de quarta-feira, vários galhos de árvores caíram em um trecho e bloquearam a rodovia nos dois sentidos. Depois de horas de trabalho, os bombeiros conseguiram desobstruir a via.


Em Xanxerê, postes foram atingidos pelo vendaval. Também houve destelhamento e queda de árvores em rodovias do estado.


Em Faxinal dos Guedes, uma placa metálica caiu em uma rua e atingiu a fiação elétrica.


Norte de SC

Às 21h50, na cidade de Porto União, após o vendaval registrado no município, uma árvore de porte médio caiu e bloqueou uma via pública. Um muro pré-moldado foi atingido por galhos. O local foi desobstruído após a intervenção do Corpo de Bombeiros.


Em Major Vieira, uma árvore e dois postes caíram com a força do vento. A rede de energia elétrica também foi afetada.

Em Irineópolis, houve uma ocorrência devido ao vendaval. Uma árvore caiu em uma via pública, entrando em contato com a rede elétrica no solo. Também houve quedas de árvores em Campo Alegre, Papanduva e Canoinhas.


Atenção! Nova atualização traz ciclone mais intenso e potencial para rajadas de 130 km/h no Sul e 80 km/h no Sudeste

A ciclogênese já está provocando chuvas intensas e tempestades na Região Sul. Ainda há risco de transtornos com a presença do ciclone extratropical, que pode ser ainda mais intenso e gerar rajadas de vento de até 130 km/h!


Precipitação intensa, linhas de instabilidade, tempestades e granizo. Isso é o que a formação do ciclone extratropical, a ciclogênese, já provocou no estado do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no extremo oeste e sudoeste do Paraná. Nas áreas gaúchas e na metade leste catarinense, os acumulados, de acordo com as estações do INMET e do Cemaden, variam de 50 a pouco mais de 100 mm em 24 horas, com expectativa de aumento desses valores nas próximas horas. Atualização ciclone extratropical Região Sul.


Conforme alertado anteriormente pela Meteored Brasil, ainda há risco de mais eventos intensos. O ciclone extratropical pode trazer rajadas de vento intensas de mais de 100 km/h nesta quinta-feira (13). No entanto, houve uma mudança na previsão do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, que traz um cenário mais crítico: o ciclone será ainda mais intenso, com rajadas podendo chegar a 130 km/h no leste da Região Sul. No leste do Sudeste, as rajadas podem atingir até 80 km/h.


A seguir, apresentamos o mapa de previsão com a evolução do ciclone extratropical.

Mapa demonstrando a atuação do ciclone extratropical na Região Sul do Brasil.
Atenção para o potencial de rajadas de até 130 km/h no Sul e de até 80 km/h no Sudeste.

Ciclone extratropical e as regiões com risco de rajadas intensas no Sul e Sudeste

Nas próximas horas, já será possível perceber o aumento da intensidade dos ventos no oeste, sul e leste do Rio Grande do Sul, e no sul de Santa Catarina. Os ventos mais fortes ocorrem na região da Lagoa dos Patos, Pelotas e Rio Grande, no território gaúcho, com rajadas variando de 70 a 100 km/h.


O ciclone extratropical também traz agitação marítima e risco de ressaca para grande parte das regiões Sul e Sudeste. Confira os "Avisos de Mau Tempo" da Marinha do Brasil.

Durante a madrugada, o ciclone já está formado, com seu núcleo atuando no sudoeste/leste do Rio Grande do Sul. Assim, ventos intensos atingem o litoral sul, com rajadas que podem ultrapassar 100 km/h. Na região da Campanha e Central, há potencial para rajadas de 70 a 90 km/h. No sul de Santa Catarina, em regiões mais elevadas, as rajadas podem chegar a 100 km/h. No meio-oeste catarinense, no sul e leste do Paraná e até mesmo no sul de São Paulo, já se percebe o aumento dos ventos, com rajadas de até 60 km/h.


Durante a manhã, o ciclone se intensifica no oceano e sua borda abrange boa parte da Região Sul até o leste de São Paulo.





Acompanhe os avisos oficiais do INMET para a sua região

Na metade do período, há alerta para rajadas de vento de até 130 km/h entre Pelotas e a região metropolitana de Porto Alegre, no sul de Santa Catarina e em localidades no continente, em regiões mais elevadas próximas a Florianópolis. No interior, até a região central e da Serra do Rio Grande do Sul, porção central até o norte de Santa Catarina, leste do Paraná e toda a faixa leste de São Paulo, as rajadas máximas de vento variam de 60 a 80 km/h.


No final da manhã, rajadas de até 130 km/h podem ocorrer na faixa leste, desde a região de Mostardas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, até a região de Florianópolis. Localidades do interior e norte catarinenses até o leste do Paraná podem registrar rajadas de 80 a 100 km/h. No leste de São Paulo, extremo sul de Minas Gerais, sul e região serrana do Rio de Janeiro, os ventos mais intensos podem atingir até 75 km/h. Atualização ciclone extratropical Região Sul.


A partir da tarde, o ciclone extratropical se desloca cada vez mais para o oceano, resultando na diminuição da intensidade dos ventos em toda a faixa leste do Rio Grande do Sul, do estado de São Paulo e nas demais áreas do sul mineiro e do território fluminense.


Em caso de dúvidas ou emergências, entre em contato com a Defesa Civil (telefone 199) ou o Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Mesmo assim, durante a tarde, ainda existe potencial para rajadas superiores a 100 km/h entre o litoral norte do Rio Grande do Sul e o litoral sul de Santa Catarina, e rajadas de até 80 km/h em toda a região leste de Santa Catarina e do Paraná. O risco de transtornos só diminui efetivamente a partir do período noturno, quando ainda é possível ocorrer ventos fortes em grande parte do leste da Região Sul e no litoral de São Paulo.


Abaixo você poderá assistir a um vídeo com explicações detalhadas sobre a atuação deste ciclone extratropical.




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